domingo, 12 de abril de 1992

Estremoz, 4 d Jan d 1975

vnho d acompanhar Hrnâni Cidd à última morada.
Fiéis dvotos da msm font lustral, na grata sucssão dos noxos ncontros trmais costumava garantir-lh k el era etrno. Ria-s c 1 ar zombteiro d criança enrugada, e, do alto da solidz maciça da sua figura atarracada, imputava a longvidd à pricia dos cirurgiões, k lh iam eliminando profilacticamnt os órgãos doents.
Sm dsdouro pla poda dsvlada dos meus colgas d oficio, tinha contd otra motivação a perenidd k eu promtia ao amigo. Há naturzas singulars k, só pla evidncia d o serm, nos inculcam a scrta sprança d starmos finalmnt diant d excpções às leis inxoráveis da vida e da mort.
Hrnâni Cidd fazia part dss exíguo rol d criaturas carismadas. Ms morreu, e é essa crtza dolorosa k m pung agora na vastidão dst seu amado Alntjo, ond tev a dita d abrir e fxar os olhos. D luto na alma, rcordo-lh a cordialidd comunicativa, a nobrza intlctual, o aprumo cívico, a tnacidd inkbrantávl. Akela prtinácia d k m falou 1 dia c tocant humildd. Rapz inda, fora em xcursão ao Guadiana. No Pulo do Lobo, tds os companheiros saltaram ousadamnt a fisga ond o rio passa strangulado e rvolto. Acovardado diant do abismo, o mocinho do rdondo só viu uma saída: dscalçar-s, atirar os sapatos p a otra margm, e ir buscá-los dps impriosamnt. Axim fz e ficou a fazr pla exitncia fora. Sm a coragm cga dos hróis e a loucura dls, lucidamnt timorato, transformou em forças.
E era essa exmplaridd d vncido-vncdor k enrikcia d vrdd humana a pobrza do nosso panorama mntal e moral.

[p 96-97] [MAR]

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